segunda-feira, 23 de maio de 2011

QUER EXERCITAR SUA INTERPRETAÇÃO ? UM TESTE FÁCIL.


EXERCÍCIO 01
Estou com saudade de ficar bom. Escrever é conseqüência natural. (Jorge Amado, na Folha de São Paulo, 22/10/96)
1) Segundo o texto:
a) o autor esteve doente e voltou a escrever.
b) o autor está doente e continua escrevendo.
c) O autor não escreve porque está doente.
d) o autor está doente porque não escreve.
e) o autor ficou bom, mas não voltou a escrever.


2) O autor na verdade tem saudade:
a) de trabalhar
b) da saúde
c) de conversar
d) de escrever
e) da doença

3) “Escrever é conseqüência natural.” Conseqüência de:
a) voltar a trabalhar.
b) recuperar a saúde.
c) ter ficado muito tempo doente.
d) estar enfermo.
e) ter saúde.

TEXTO 02
A mente de Deus é como a Internet: ela pode ser acessada por qualquer um, no mundo todo. (Américo Barbosa, na Folha de São Paulo)
4) No texto, o autor compara:
a) Deus e internet
b) Deus e mundo todo
c) internet e qualquer um
d) mente e internet
e) mente e qualquer um

5) O que justifica a comparação do texto é:
a) a modernidade da informática
b) a bondade de Deus
c) a acessibilidade da mente de Deus e da internet
d) a globalização das comunicações
e) O desejo que todos têm de se comunicar com o mundo.

6) O conectivo comparativo presente no texto só não pode ser substituído por:
a) tal qual
b) que nem
c) qual
d) para
e) feito

7) Só não constitui paráfrase do texto:
a) A mente de Deus, bem como a internet, pode ser acessada por qualquer um, no mundo todo.
b) No mundo todo, qualquer um pode acessar a mente de Deus e a internet.
c) A mente de Deus pode ser acessada, no mundo todo, por qualquer um, da mesma forma que a internet.
d) Tanto a internet quanto a mente de Deus podem ser acessadas, no mundo todo, por qualquer um.
e) A mente de Deus pode acessar, como qualquer um, no mundo todo, a internet.

TEXTO VI
Marx disse que Deus é o ópio do povo. Já sabemos que não entendia nem de Deus nem de ópio. Deus é uma experiência de fé. Impossível defini-lo. (Paulo Coelho, em O Globo, 25/2/96)
8) Segundo o período inicial do texto, para Marx Deus:
a) traz imensa alegria ao povo.
b) esclarece o povo.
c) deixa o povo frustrado.
d) conduz com segurança o povo.
e) tira do povo a condição de raciocinar.

9) Segundo o autor, Marx:
a) mentiu deliberadamente.
b) foi feliz com suas palavras.
c) falou sobre o que não sabia.
d) equivocou-se em parte.
e) estava coberto de razão, mas não foi compreendido.

10) O sentimento que Marx teria demonstrado e que justifica a resposta ao item anterior é:
a) leviandade
b) orgulho
c) maldade
d) ganância
e) egoísmo

11) Infere-se do texto que Deus deve ser:
a) amado
b) conceituado
c) admirado
d) sentido
e) estudado 


DEPOIS APRESENTO O GABARITO

DEZ DICAS PARA AJUDAR NA REDAÇÃO



1) Pense no que você quer dizer e diga da forma mais simples. Procure ser direto na construção das sentenças. Escreva com simplicidade.
2) Corte palavras sempre que possível. Use a voz ativa, evite a passiva. Evite termos estrangeiros e jargões. 
3) Seja cauteloso ao utilizar as conjunções "como", "entretanto", "no entanto" e "porém". Quase sempre são dispensáveis. Evite o uso excessivo de advérbios. Tome cuidado com a gramática.
4) Tente fazer com que os diálogos escritos (em caso de narração) pareçam uma conversa. Uso do gerúndio empobrece o texto. Exemplo: Entendendo dessa maneira, o problema vai-se pondo numa perspectiva melhor, ficando mais claro...
5) Evite o uso excessivo do "que". Essa armadilha produz períodos longos. Prefira frases curtas. Exemplo: O fato de que o homem que seja  inteligente tenha que entender os erros dos outros e perdoá-los não parece que seja certo. Adjetivos que não informam são dispensáveis. Por exemplo: luxuosa mansão. Toda mansão é luxuosa. Tenha coerência textual.
6) Evite clichês (lugares comuns) e frases feitas. Exemplos: “subir os degraus da glória”, "fazer das tripas coração", "encerrar com chave de ouro", “silêncio mortal", "calorosos aplausos", "mais alta estima".
7) Verbo "fazer", no sentido de tempo, não é usado no plural. É errado escrever: "Fazem alguns anos que não leio um livro". O certo é “Faz alguns anos que não leio um livro”. 
8) Cuidado com redundâncias. É errado escrever, por exemplo: "Há cinco anos atrás". Corte o "há" ou dispense o "atrás". O certo é “Há cinco anos...”
9) Só com a leitura intensiva se aprende a usar vírgulas corretamente. Leia os bons autores e faça como eles: trate a vírgula com bons modos. As regras sobre o assunto são  insuficientes.  Leia muito, leia sempre, leia o que lhe pareça agradável.
10) Nas citações, use aspas , coloque a vírgula e um verbo seguido do nome de quem disse ou escreveu aquilo. Exemplo: “O que é escrito sem esforço é geralmente lido sem prazer.”, disse Samuel Johnson.

ATIVIDADE PARA MEUS ALUNOS QUE FARÃO O ENEM


Caros alunos escritos para o ENEM 2011

Quero dizer a cada um aluno não deve se preocupar tanto com o tema da redação. O Enem nunca aplica uma proposta de redação que está longe da realidade do candidato ou alguma questão de difícil resolução. O mais importante é a posição em relação ao fato, procure analisar os fatos com senso crítico, exercite sua argumentação que é o diferencial da redação, pois é seu ponto de vista que vai ser analisado, é sua capacidade de analisar e compreender o tema proposto e ser capaz de intervir com coerência, construindo um texto com clareza e coesão.  
I – Faça uma leitura com analise crítica do texto abaixo, depois redija um texto dissertativo argumentativo nos padrões do ENEM, com tema “Educação versos Prisão”.
II – analise os fatos atuais para poder se posicionar, tais como: Greve de Professores por melhores salários, falta de professores habilitados nas escolas, falta de investimentos em educação pelos órgãos competentes, falta de atrativos para os bons profissionais ingressarem na carreira na docência e outros.
III – Leve em consideração: O mercado de trabalho exige jovens cada vez mais qualificados, a dificuldade do 1º emprego para quem não tem qualificação e a precariedade do ensino oferecido pelas escolas estaduais para se concorrer os oriundos das escolas privadas.     

Educação versus Prisão

 Senhores eleitores e senhores leitores deste conceituado jornal eletrônico,é com indignação que relato-lhes a reflexão ora apresentada.
Sucede que no ultimo domingo quando da realização do concurso da justiça federal, estava a conversar com uma professora do colégio estadual Carlinda, quando fui surpreendido com a informação de que o custo da alimentação dos alunos é de R$ 0,33 (trinta e três  centavos) por aluno ao dia, para oferecimento das refeições na escola e que é freqüente a briga de alunos para "furar" a fila e tentar repetir o lanche.
Dei-me conta de que o custo de um prisioneiro no Brasil é de R$ 1.600,00(hum mil e seiscentos reais) por mês para mantê-lo atrás das grades, segundo as estatísticas do DEPEN(DEPARTAMENTO PENITENCIARIO NACIONAL). De logo concluir e retruquei afirmando que seria melhor ser prisioneiro do que ser estudante neste país, pois no caso especifico de Paulo Afonso, se a pessoa não der certo roubando, poderá ir para a cadeia ao custo real e mensal de R1.600,00(-), uma vez que para estudar dispõe-se menos de recursos financeiros do que para permanecer preso.
A que ponto chegamos no Brasil, heim? Para escola, para estudos aplicam-se R$ 0,33 enquanto quase dois mil reais são aplicados para "guardar" um preso. O que se esperar de um país deste então? Onde a educação matematicamente encontra-se em 13º. Plano, prestigiando custos mensuráveis para manter pessoas presas em sistemas carcerários País a fora?
Quem em sã consciência não vai questionar se não seria melhor permanecer atrás das grades do que estudar? Sendo fato de que efetivamente só prospera neste país que for jogador de futebol ou cantor de pagode.
Tantas teses de Doutorado, tantas teorias para que a pratica seja a aplicação de  trinta e três centavos de real para gastar com crianças que deveriam ser o futuro da nação. Ao contrário o que veremos no futuro desta nação será justamente um numero imenso de pessoas atrás das grades, como forma de garantir moradia, comida, assistência médica  e lazer porque num passado não muito distante os investimentos reais eram minguados em centavos.
Penso eu, que não devemos esperar muito dos alunos que estudam em colégios estaduais no Brasil  a guisa de que muitos estão ali não para aprender mais para disputar seus trinta e três centavos diários em refeições ; que em muitas vezes não têm em casa.
Redação:  redacao@ozildoalves.com.br    Por Cecílio Almeida Matos
Atividades para meus alunos e ex alunos, não esqueça de se identificar, digo sua turma, o horário e o ano de estudo.  

sábado, 26 de fevereiro de 2011

1º lugar em ranking mundial


Alunos de Xangai surpreendem com
 1º lugar em ranking mundial
Especialistas norte-americanos acreditam que resultado mostra como China ruma para se tornar principal potência também em Educação
Com a estreia da China em testes padronizados internacionais, os estudantes de Xangai surpreenderam os especialistas ao pontuar mais que seus colegas de dezenas de outros países em leitura, matemática e ciências, de acordo com os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). Autoridades envolvidas na administração do teste acham que a classificação dos alunos de Xangai – uma potência industrial, com cerca de 20 milhões de habitantes e dezenas de universidades modernas, que é um imã para os melhores estudantes do país – não é representativa de toda a China, mas mostra seu potencial.
Cerca de 5.100 jovens de 15 anos de idade de Xangai foram escolhidos como representantes dos estudantes da cidade. No Brasil foram 20 mil, que obtiveram pontuação equivalente ao 54º lugar no ranking de 65 países. Nos Estados Unidos, que ficaram em 26º lugar (veja ranking completo), foram 5 mil.
Os especialistas ressaltaram a óbvia dificuldade de se usar um teste padronizado para comparar países e cidades de tamanhos muito diferentes. Mesmo assim, disseram que o excepcional desempenho acadêmico dos alunos em Xangai foi notável e mais um sinal da rápida modernização da China.
Os resultados também parecem refletir a cultura da educação no país, incluindo aí uma maior ênfase na formação de professores e mais tempo para o estudo ao invés de atividades extracurriculares, como os esportes. "Uau, eu fiquei chocado e a primeira coisa que me veio à mente foi Sputnik", disse Chester Finn Júnior, que serviu no Departamento de Educação do presidente Ronald Reagan, referindo-se ao revolucionário lançamento do satélite soviético.
Finn, que já visitou escolas em toda a China, disse: "Eu vi como os chineses são incansáveis na concretização de metas e se eles podem fazer isso em Xangai, em 2009, podem fazê-lo em 10 cidades em 2019, e em 50 cidades em 2029".
"Temos que ver isso como um alerta para acordarmos", disse a secretária da Educação dos Estados Unidos, Arne Duncan, em uma entrevista na segunda-feira. "Eu sei que os céticos vão querer discutir os resultados, mas nós os consideramos precisos e confiáveis e temos que vê-los como um desafio para melhorar. Nós podemos falar sobre isso ou podemos encarar a verdade brutal que estamos sendo passados para trás na educação".
A diferença por área
Em matemática, os estudantes de Xangai se saíram primordialmente bem, superando o segundo lugar de Cingapura, que tem sido visto como uma estrela de ensino nos últimos anos. A pontuação média dos estudantes de matemática americanos colocou-os abaixo de 30 outros países. No Brasil, o desempenho foi o 57º.
Dois terços dos estudantes nos países participantes pontuaram entre 400 e 600 pontos, o que significa nível médio para alto (veja o que siginfica cada nota no gráfico). Na prova de matemática os estudantes de Xangai conseguiram 600, Singapura 562, Alemanha 513. O Estados Unidos ficaram com 487 e o Brasil 386.
Na leitura, os estudantes de Xangai tiraram 556 ficando à frente do segundo lugar da Coreia do Sul que conseguiu 539. Os Estados Unidos tiveram uma avaliação de 500 e ficaram em 17º, colocando o país em pé de igualdade com alunos da Holanda, Bélgica, França, Reino Unido e vários outros países. O Brasil, que teve aqui a melhor nota, chegou a 412.
Na ciência, os estudantes de Xangai tiveram uma avaliação de 575. Em segundo lugar ficou a Finlândia, onde a pontuação média foi de 554. Os Estados Unidos tiveram uma avaliação de 502 – em 23 º lugar – com um desempenho indistinguível outros países desenvolvidos. O Brasil fez 405.
Os testes em Xangai foram realizados por uma empreiteira multinacional que trabalhou em conjunto com as autoridades chinesas e foi supervisionada pelo Conselho Australiano para Pesquisa Educacional, um grupo de testes sem fins lucrativos, disse Andreas Schleicher, que dirige os testes internacionais de educação para a Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCDE), que aplica o Pisa.
Mark Schneider, um comissário do braço de pesquisa do Departamento de Educação no governo de George W. Bush, que voltou de uma visita de pesquisa pedagógica na China na sexta-feira, disse ter desconfiado de alguns resultados do PISA no passado. Mas Schneider disse considerar a precisão desses resultados inatacável. "O lado técnico disto foi bem controlado, a amostragem é boa e não há provas de fraude", disse ele. Schneider observou, porém, alguns fatores que podem ter influenciado o resultado.
Xangai é um destino de grande migração dentro da China. Os alunos devem retornar para suas províncias de origem para frequentar a escola, mas as autoridades de Xangai podem aumentar a pontuação permitindo que os melhores alunos fiquem na cidade, disse ele. E os estudantes de Xangai, aparentemente, foram informados que o teste era importante para a imagem da China e, portanto, estavam mais motivados a se sair bem, disse.
"Você pode imaginar a reação se disséssemos aos estudantes de Chicago que o PISA é um importante teste internacional e que a reputação dos Estados Unidos dependia deles obterem um bom desempenho?", perguntou Schneider. "Dito isto, a China está levando a educação a sério. Sua ética de trabalho é incrivelmente forte".
Obama reconhece risco dos EUA ficarem para trás
Em um discurso a um público universitário na Carolina do Norte, o presidente Barack Obama lembrou como o lançamento do Sputnik pela União Soviética em 1957 provocou os Estados Unidos a aumentar os investimentos em educação, principalmente matemática e ciência, ajudando a América a ganhar a corrida espacial".
"Cinquenta anos depois, o Sputnik da nossa geração está de volta", disse Obama. Com bilhões de pessoas na Índia e na China "de repente ligadas a economia mundial", disse ele, as nações com os trabalhadores mais educados irão prevalecer. "Tal como está agora", disse ele, "a América corre o risco de ficar para trás".
Se Xangai é uma vitrine do progresso educacional chinês, a vitrine da América seria de Massachusetts, que rotineiramente pontua mais do que todos os outros estados na principal prova federal de matemática.
Mas em um estudo de 2007, que correlaciona os resultados desse teste com os resultados de um exame de matemática internacional, os estudantes de Massachusetts ficaram atrás de Cingapura, Hong Kong, Coreia do Sul, Taiwan e Japão. Xangai não participou da prova.
Um relatório de 259 páginas da Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento sobre os últimos resultados do PISA observa que ao longo de sua história a China tem sido organizada em torno de concursos. "As escolas ensinam seus alunos por longas horas todos os dias e as semanas de trabalho se estendem para os fins de semana", disse.
Muitos querem ser professor
Os estudantes chineses gastam menos tempo do que os estudantes dos Estados Unidos com atletismo, música e outras atividades não orientadas para o sucesso nos exames de disciplinas centrais. Além disso, nos últimos anos, o ensino rapidamente se tornou uma das ocupações preferidas na China e os salários subiram. Em Xangai, as autoridades empreenderam importantes reformas curriculares e os educadores têm tido mais liberdade para experimentar.
Desde que sua organização recebeu os resultados dos testes de Xangai no ano passado, disse Schleicher, especialistas internacionais em provas deste tipo pesquisaram a fundo para outorgar sua precisão, esperando que produzam espanto em muitos países ocidentais.
"Esta é a primeira vez que temos dados internacionalmente comparáveis sobre os resultados da aprendizagem na China", disse Schleicher. “Embora isso seja importante, para mim o verdadeiro significado desses resultados é que eles refutam a hipótese comumente aceita de que a China produz apenas um aprendizado fraco. Grandes frações destes alunos demonstram a sua capacidade de extrapolar o que conhecem e aplicar seu próprio conhecimento de forma criativa em novas situações”, disse.